Quando pedimos algo em oração, criamos um conflito entre nosso estado de ser atual e o que estamos a solicitar de algum espírito – e isso, naturalmente nos faz perder energia – energia essa que nos faz falta, reduzindo nosso potencial de ação. Não estaremos positivos e sim, com medo, angústia ou ansiedade, esperando poder ganhar o que está além de nossa vontade. Este conflito do estado de ser e do estado de querer estar, por mais meritória que seja a causa, demonstra ignorância da mecânica espiritual do jogo de energias que desencadeamos. Surge a pergunta. Como então se procede uma oração realizadora? Em poucas ações, digo eu.
Muito tem-se comentado nos meios religiosos mais eminentes do planeta, sobre os estados de oração, com letras e posturas reconhecidamente aceitos pela grande massa de população espiritualista. Porém, massificou-se em nosso país, terra de grande receptividade apostólica romana (pelo menos é o que declaram as pesquisas)essa forma de orar suplicante a Deus ou santo de fé. Em suma, suplica-se a uma entidade espiritual reconhecida, determinados acontecimentos ou estados de ser. Acresce que, na verdade, poucos conhecem a verdadeira ciência da Oração, realizando-a cada um de maneira diferente.
1ª Ação: Escolha um lugar determinado para orar e observe sempre o mesmo lugar para fazê-lo. Pode ser um espaço, por menor que seja, isolado da turbulência e que ofereça privacidade para você se entregar ao estado de oração. Coloque-se então em presença de seu Cristo Interno. Entregue-se completamente a ele, relaxando todas as resistências da mente e do corpo. Esqueça a relação tempo-espaço. Você está mais adiante em comunhão com aquela energia que você sabe ser Deus em você mesmo. Quanto mais profundo seja esse mergulho, melhor. Não procure dar nomes a nada. Apenas sinta o momento mágico…
2ª Ação: Ponha-se receptivo à inspiração divina por um tempo que lhe seja razoável.
3ª Ação: Leia um texto espiritualista da sua preferência e o faça deixando que seus pensamentos permaneçam concentrados, digerindo as palavras, imaginando, vivendo seus significados, haurindo o néctar da contemplação do texto.
4ª Ação: Confesse A seu Cristo Interno todas as suas mágoas, angústias, medos, ameaças, perigos eminentes, os desejos mais ocultos, aqueles que estão pulsando no fundo da alma, muitas vezes inconfessáveis ao mundo. Sinta-se aliviado agora, que essa carga energética foi transferida de lugar, e vai ser transformada em energia positiva em seu benefício por sua própria Divindade Interna. Goze deste momento em silêncio…
5ª Ação: De cabeça abaixada e testa encostada no chão, perdoe de toda a sua consciência e vontade, todos os seres que você prejudicou de algum maneira na presente vida ou no passado distante, rogando ao Pai Maior, que sejam eles acobertados de Luz e plenos de realizações onde quer que se encontrem e solicite a misericória divina para você, ao tempo em que você mesmo se perdoe dos males que tenha feito consciente ou inconscientemente a alguém. Levante a cabeça e espere sua mente se equilibrar normalmente.
6ª Ação: Agradeça à Divindade Interna todo o benefício realizado e que seja -lhe acrescentado o que mais necessidade tenha no momento (pois a Divindade sabe o que é melhor para nós e o momento mais indicado para nos conceder o que queremos ) e que aguardará os sinais Dele no caminho da vida para obter a realização necessária.
7ª Ação: Prometa voltar ao local escolhido sempre para renovar sua energia e estreitar as relações com o seu mundo interno. Esse é o caminho dos que querem aprender a explorar seu mundo interno sem afetações e vícios das práticas de caráter universalista, que são os modos mais indicado para que essa imensa massa permaneça na ignorância escravizadora das religiões estabelecidas.




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