O homem através dos tempos, acostumou-se a copiar o que lhe chega aos olhos e aos ouvidos, quando muito, pensa ter criado algo, dando-lhe pequenas nuances à nova informação, ou seja, mudando a forma de atender à profundidade do conteúdo. Nos deixamos envolver de acumulação em acumulação, o que nada mais é do que imitar o que já existe. Não somos criativos. Quando vivemos uma situação qualquer, se não dispensarmos toda a atenção aos seus movimentos e desdobramentos, apenas observando, sem interpretar a nada, sem julgar a realidade do momento, vamos constatar que não guardamos memória desses fatos integralmente vividos. O que é viver um fato integralmente? É entregar-se de corpo, mente e alma ao movimento da vida, apenas observando em silêncio. É acompanhar a sucessão de vivências com o espírito desarmado.
Assim, vivemos integralmente esses momentos e não acumulamos memória, o que deixará livre nossa consciência com leveza e liberdade. Como agimos normalmente, jamais haverá um momento em que haja liberdade em nossa mente para criar alguma coisa. É só prestar bastante atenção ao nosso processo do pensar, que, constataremos que os resultados serão sempre parciais da combinação de dados de memória anteriormente acumulados. Não há inovação e sim, novação. Claro que há memórias necessárias de reter, tais como endereço de casa, os da técnica profissional, do nome dos amigos, das pessoas em geral do nosso relacionamento, etc. Refiro-me apenas às memórias do aspecto psicológico. Estas sim, nos impedem ao Autoconhecimento, que é o extrato de nossa vida, proveito de nossa encarnação, Sabedoria de nosso espírito.




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